
Racionamento de água não é algo novo em São Paulo, porém, os novos rumos da Sabesp já mostraram que os paulistas estão para enfrentar uma crise hídrica sem precedentes, que mesmo com recordes de reclamações e perigos à saúde, tem rendido também, recorde de lucros para a empresa.
Manutenção precária, menos funcionários para atender aos pedidos de solicitação de reparos, esgoto a céu aberto e sua casa correndo risco de ficar sem água potável por dias...
Essa tem sido a realidade de muitas famílias no Estado de São Paulo!
Se por um lado sabemos que fatores globais como a crise climática afeta diretamente o abastecimento de água, por outro, a gestão estadual com as mudanças que foram realizadas na Sabesp nos últimos anos, trouxeram um agravamento desse cenário já tão conhecido.
Estudos indicam que vai faltar água para todos, e sem uma mudança significativa na gestão da crise hídrica, o que poderia ser um momento de alerta e revisões, pode começar a ser o novo normal.




O que você vai fazer quando a sua torneira secar e você não souber quando terá agua de novo?
O que você vai fazer quando a sua torneira secar e você não souber quando terá agua de novo?

Uma das maiores justificativas do Governo Estadual era de que a conta de água cairia devido a investimentos e eficiência, além da criação de um fundo para subsidiar descontos.
Porém, diferente da promessa, o fundo não foi criado, a conta aumentou, e houve cortes de 10% na tarifa social para usuários em situação de vulnerrabilidade.

O AUMENTO DA
TARIFA JÁ PASSA
DOS 12%
EM MENOS DE 2 ANOS
DE PRIVATIZAÇÃO
Mas, sua conta de água diminuiu ou amentou?
Muito se fala da privatização da Sabesp, então, precisamos explicar algumas coisas.
A SABESP nunca foi uma empresa só pública!
Ela foi fundada em 1973, com uma junção público-privada, onde o governo estadual detinha 50,3% das ações, e a outra porcentagem eram de sociedades ligadas ao saneamento básico, onde foram incorporadas à Sabesp as empresas que prestavam serviços na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista e Vale do Ribeira.
Em 2021, o Governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) iniciou processo de venda de cerca de 32% das ações da empresa, onde a Equatorial Participações e Investimentos adquiriu 15% das ações, tornando-se a empresa investidora de referência sem sequer enfrentar concorrência, enquanto os outros 17% dos papéis foram vendidos a pessoas físicas, jurídicas e funcionários da companhia.

Esta é uma iniciativa do ativista político e sociólogo Prof. Fernando Oliveira
E tem mais....
Além disso o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema), informou que a empresa demitiu mais de 2 mil funcionários desde a privatização, e tem realizado processos de demissões voluntárias de forma recorrente, gerando um ambiente de receio para os funcionários e que pode agravar ainda mais a demora nas respostas das solicitações da população, algo que, de fato, vem acontecendo.
Mas, a falta de uma gestão que vai além do lucro pode ter chego no seu ápice dia 11 de março de 2026, quando um funcionário terceirizado morreu em um acidente envolvendo o rompimento de um reservatório de água na região de Mairiporã, na Grande São Paulo, o acidente deixou 7 pessoas feridas e destruiu uma casa e causou danos em outras, porém, essa é segunda vítima da Sabesp em menos de um ano, no dia 17 de setembro de 2025, Cleia Dos Santos Pimentel, que faria 80 anos no mês seguinte, morreu esmagada por um cano enquanto estava sentada no sofá da sala de sua casa em Mauá, na ocasião, a Sabesp afirmou que a equipe que fazia restauro na região também era terceirizada.
A receita já é
conhecida, demissões
em massa, contratação
de terceirizados por
valores menores sem
garantir o conhecimento
técnico necessário, algo
que em outras empresas
pode até passar
despercebido, mas
quando falamos de um
bem comum e de necessidade coletiva, não pode ser utilizado para o lucro puro.

